CAPÍTULO EXTRA: MARIA CLARA – Fazenda Santa Esperança, Dezembro de 1876. O perfume das rosas se mistura ao calor do desejo. O dia tão aguardado finalmente chegou: Maria Clara Monteiro de Andrade está prestes a se tornar esposa de Rodrigo Mendes Silva. Mas este não é apenas um casamento – é o clímax de uma história marcada por coragem, rebeldia e uma paixão que desafia tudo: família, costumes e até a própria história. Rodrigo, o homem que conquistou seu coração e enfrentou o poder para defender os trabalhadores da fazenda, agora a espera no altar. Mas antes que os votos sejam trocados sob o olhar atento da sociedade, os dois se encontram em segredo no antigo moinho – e ali, longe dos olhares, a tensão entre eles se manifesta em toques furtivos, palavras carregadas de desejo e promessas sussurradas. Eles se provocam, se testam, mas se controlam. Sabem que a verdadeira entrega virá mais tarde, quando forem oficialmente um só. O casamento é celebrado com pompa, mas é na intimidade do quarto nupcial, entre lençóis perfumados e luz de velas, que o verdadeiro pacto é selado. Ali, dois corpos se encontram com a urgência de quem esperou demais. A primeira noite não é apenas consumação: é explosão, descoberta, entrega.